É engraçado porque eu fiz essas mesmas perguntas aos meus veteranos há um ano atrás, e só agora descobria algo óbvio: não existe resposta única. Porque cada situação é única: tem paciente que não quer falar mas depois fala muito e gosta de você, tem paciente com dificuldades para falar e que prefere ouvir você, tem paciente que tenta-falar-não-consegue-se-irrita-e-nisso-lá-se-vai-sua-boa-intenção, tem paciente que se agrada apenas com a presença de um moleque colorido ao lado, e tem paciente que prefere ficar sozinho! Como você vai descobrir o que fazer em cada momento? Não é algo diagramado ou com fórmulas do tipo "se ele fizer A, você faz Y, mas se ele fizer B, você faz Z". Ainda bem...
Por isso comunicar-se com o paciente é uma arte. E como toda arte, tem pessoas com dom, e tem pessoas que ficam boas ao praticarem com vontade e boa intenção. É uma técnica que a gente vai desenvolvendo a cada visita. Você aprende a identificar, a sentir cada situação, e vai sabendo como agir melhor...
São Amoras que contam histórias para entreter um paciente com dificuldades de falar, Maffofos que se comunicam com o paciente gesticulando com a cabeça ou com as mãos em "sim" ou "não", Mellões que acariciam e dizem palavras de conforto para acalmar um paciente debilitado, Sabões que fazem mágicas que falam mais do que palavras...
Cada um cria sua arte, contribuindo para a infinita arte de se comunicar...
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